sábado, 16 de agosto de 2008

O PODER DA INTERNET

Quero compartilhar com vocês, um artigo escrito no Jornal Zero Hora, pelo Eduardo, irmão do meu genro.

De ninguém, mas para todos, por Eduardo Lima Silva*

O Tribunal Superior Eleitoral decidiu não regulamentar a propaganda eleitoral na internet. Essa deliberação passou um pouco despercebida se comparada à divulgação que foi dada à liberação para concorrer dos candidatos com "ficha suja". No entanto, ao contrário da determinação mais comentada, essa resolução precisa ser festejada. É uma vitória da liberdade de expressão em um contexto jurídico no qual o cerceamento é a regra. Vide o tratamento dado às demais mídias nos períodos de eleições.
Esse episódio demonstrou que a internet precisa ser mais compreendida antes que leis inócuas sejam feitas. Um dos ministros que era a favor de restrições ao uso da rede mundial de computadores afirmou que vamos ter uma terra de ninguém. Em inglês, essa expressão é traduzida como no mans land, termo empregado para designar um território sob disputa que não pertence a qualquer das partes. Pois é exatamente isso que todos esperam de um pleito eleitoral antes do resultado das urnas.
A internet foi desenvolvida com a finalidade de garantir que o conhecimento e a informação tivessem ao menos um sítio que jamais seria subjugado. Criou-se uma outra civilização, a do ciberespaço. Exagerando, ela poderia ser alinhada a lugares imaginários como o Reino das Águas Claras de Monteiro Lobato e o País das Maravilhas de Lewis Caroll. Ou, no melhor exemplo, a Pasárgada de Manuel Bandeira, onde tem tudo. Regulamentar algo assim é tão viável como seria dizer ao poeta que lá ele não pode ter a mulher que quer na cama que escolher. Diferentemente dos meios de comunicação tradicionais, a internet não tem dono. Trata-se de uma jurisdição livre e gratuita na qual o poder econômico ou a amizade do rei não garantem qualquer vantagem para quem os detêm. Por tudo isso, ela é um lugar para todos.
Cabe aqui ainda ressaltar a lucidez do ministro Carlos Ayres Britto, presidente da corte eleitoral, que de forma simples sentenciou: "O Direito não tem como dar conta desse espaço. É um espaço que não nos cabe ocupar. Deixemos os internautas em paz". De resto, toda eleição deveria ser assim. Paz e liberdade para que se possa escolher o que se quer ter. E vamos embora à busca da Pasárgada.*Jornalista e perito criminalístico 17 de junho de 2008

terça-feira, 24 de junho de 2008


PÓLO DE ALVORADA

ANTONIO JOÃO MARTINS


ÂMBITOS DE OBSERVAÇÃO E REGISTRO NO
PORTFÓLIO DE APRENDIZAGENS



COORDENAÇÃO PÓLO
Seminário Integrador
Beatriz Corso Magdalena
Iris Elisabeth Tempel Costa


INTERDISCIPLINAS
Representação do Mundo pela Matemática
Daniela Hoffmann
Representação do Mundo pelas Ciências Naturais
José Francisco Flôres
Representação do Mundo pelos Estudos Sociais
Maria Aparecida Bergamaschi





PORTO ALEGRE
JULHO/2008


I. Linguagens e Integração das Aprendizagens.

Nas atividades das disciplinas desse semestre, e nas leituras propostas foi possível, aprofundarmos noções sobre espaço e tempo, como por exemplo, que não é possível separa-los e que sempre foram conceitos decisivos para a fundamentação do pensamento acerca de que tudo que acontece na história tem a sua devida importância, tanto sob a forma teórica quanto a práticas, sendo espaço é lugar onde se dá a possibilidade do conhecimento e o tempo como o momento onde ele acontece, portanto,espaço e tempo estão totalmente vinculados.
O espaço e o tempo assumem proporções ainda maiores quando tratamos na prática e na interdisciplinaridade, apresentado nesse semestre, pois se pode trabalhar com a idéia de tempos e espaços diferenciados, para o desenvolvimento de uma concepção capaz de traduzir uma melhor compreensão de mundo, pelos nossos alunos,

O conceito de espaço e o tempo são decisivos na definição dos valores individuais e coletivos de um grupo social, seus valores, na comunidade em que moram, e no momento por eles vividos, podemos aprender que a noção de espaço e tempo aplicada à educação moderna deve se contra-pôr aos modelos educacionais que não preparam o aluno para viverem e enfrentarem o momento no qual vivem, pois espaço e tempo é a razão, eles tornam possível o próprio conhecimento; sem eles não existe qualquer tipo de conhecimento.

Por isso acredito que a interdisciplinaridade, nos trouxe um aprendizado nesse semestre no sentido de que às argumentações que aprendi, e que procurei desenvolver até agora, seja realmente um grande desafio no meu trabalho.
A partir das experiências algumas mudanças, se fortaleceram como o movimento pela definição de diretrizes curriculares afinadas com as necessidades dos alunos.

Essas mudanças se concretizaram e possibilitaram uma compreensão mais abrangente sobre os textos lidos e atividades realizadas, como por exemplo, em ciências naturais com o ciclo da natureza, as mudanças e suas implicações no mundo.
As relações entre as disciplinas, foi muito importante principalmente na organização do trabalho onde os temas e propostas de atividades foram incluídos e trabalhados.

II. Construções e Reconstruções Pessoais.

Como mudou minha prática em sala de aula? A resposta é simples, noto que minha mudança se deu em favor dos meus alunos. Minhas propostas levam em conta hoje, o que os alunos precisam e querem aprender, para isso “agilizo” o meu tempo, mudei fundamentalmente a sala de aula. Hoje a parte burocrática como, por exemplo, a chamada não ocupa metade do período, os alunos não ficam ociosos, preparo a aula, os períodos são usados verdadeiramente para a aprendizagem, os conteúdos são úteis para que os alunos possam aprender de maneiras diferentes e interessantes, proponho troca de idéias, dos debates dos trabalhos em grupo. Não me queixo mais da falta de materiais, ( depois da aula de ciências com o professor Zeca, onde mostrou que muitas vezes temos os recursos disponíveis, o que nos falta é criatividade, até mesmo o velho retro-projetor esquecido no canto pode ser útil) sendo assim procuro usar a essa criatividade com muitos jogos, livros, revistas que levo para sala de aula e que os alunos possam manuseá-los .
Durante este semestre, as duas interdisciplinas que destaco foram à representação pelas ciências e estudos sociais.
Em Estudos Sociais podemos aprender que é possível uma nova proposta para essa disciplina, revendo conteúdos e forma de trabalho, usando a interdisciplinaridade, para que os conteúdos não cheguem aos alunos de forma fragmentada. A proposta interessante foi o trabalho com conceitos de família, bairro e cidade, aumentando a auto - estima do aluno. A nova proposta para estudos sociais deve ser implantada de forma gradativa, valorizando acima de tudo o conhecimento do aluno, e o contexto de tempo e espaço em que ele está inserido.
Em ciências o destaque foi à proposta sobre ciclos da natureza, as aulas presenciais e a bibliografia colocada a nossa disposição nos fizeram repensar sobre os conceitos trabalhados nessa disciplina.


III. Plano Individual de Estudos (PIE)

Minha proposta inicial, não contemplou efetivamente o que precisaria nortear meu plano de estudo, a proposta ficou muito genérica e abrangente, sem precisar uma meta, e prejudicando evolução do plano durante esse semestre. Em conversa com as tutoras, ficou estabelecido que deve haver mudanças, já que houveram avanços na minha aprendizagem pessoal, através de pesquisas, leituras, o que resta é mostra-las concretamente. Minha proposta é pesquisar e melhorar na tecnologia “vídeo” e sua importância como recurso didático, estarei desenvolvendo ao logo dos próximos dias.

domingo, 8 de junho de 2008

SOBRE CICLOS DA NATUREZA

Quando falamos de na natureza, para nossas crianças pensamos nas árvores, flores, um bonito jardim, o mar, os rios, os lagos e até no ameaçador efeito-estufa. Muitas vezes deixamos de lado em falar da importância do Sol, da Lua e das estrelas. Os ciclos do inverno, verão, outono e primavera.
Para os povos antigos os astros eram sagrados. Pois percebiam a importância que eles possuem sobre a vida na Terra, O início de cada estação do ano era marcado por rituais de celebração à natureza. As fases da Lua determinavam atividades na agricultura. Nossos ancestrais também perceberam a influência da Lua sobre as marés, aí lembramos que todos os ritmos do ciclos da natureza são causados pelos corpos celestes.
Somos hoje seres práticos, o calendário é um pedaço de papel pedaço de papel, o relógio nos lembra dos compromissos, assim sendo a tecnologia ofusca nossa visão da natureza. É bem verdade que os avanços tecnológicos contemporâneos trouxeram muitos benefícios. Porém, esses avanços não poderiam ter sido agregados? O porquê da substituição? Não podemos esquecer que tudo neste universo funciona em ciclos, e é possível mostrar à criança os ciclos. O importante é que comecemos por nós mesmos, observando as maravilhas que a natureza nos proporciona.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

ISABELLA

Está na grande mídia o caso da menina Isabella. Pergunto: até aonde a mídia como veículo isento e ético pode ir? Convenhamos esse caso não é o único, no Brasil, todos os dias crianças sofrem as mais terríveis violências. Dia a dia, as emissoras repetem cenas, o pai e a madrasta já são considerados os assassinos por praticamente toda a sociedade.
Cada vez que vai ao ar uma entrevista com os acusados de cometer o crime todos acham que eles irão confessar ao vivo “Sim, matamos Isabella”, e com requintes de crueldade.
O pai e madrasta de Isabella se declaram inocentes, e, acho que não cabe fazer este qualquer tipo de julgamento. Pelas evidências (lembram? ) posso emitir minha opinião, mas, será que com toda essa exposição do caso na mídia, minha opinião será isenta de qualquer influência?
A imprensa pauta, ela quer suspense, tragédia, comoção, e isso influencia o povo, e aí entra à ética e a isenção, mas com tanta exposição será que o povo já não sofreu uma lavagem cerebral? A opinião pública já tem seus culpados, e antecipadamente clama por justiça.
Não estou com este texto, culpando ou inocentando alguém, mas pense: Será que a mídia está sendo isenta e ética neste caso? O caso deve ir a julgamento e caberá ao júri popular dar o veredicto, mas, com esta exposição tão grande na mídia, esta verdadeiro clamor social, teremos um julgamento justo? Pense no caso. E mais como fica a presunção de inocência que reza na nossa Constituição?

sábado, 26 de abril de 2008

´Comentário sobre as Linhas do Tempo

Confesso que quando foi apresentada a tarefa não levei muita fé na proposta e, custei a engrenar. Fui aos poucos visitando os Blogs, até mesmo para ver como estava sendo feito o trabalho pelas colegas. Pude notar que as histórias de vida de cada um, que às vezes nos passa despercebidos no meio de tantas colegas, são ricas, cheias de experiências, vivências, batalhas, mostram que a vida de cada um de nós não foi fácil.
As nossas histórias se cruzam quando falamos em ser professor, as trajetórias são parecidas, como se fossemos escolhidos para uma missão tão importante, a missão de educar.
Olhando a riqueza de detalhes de cada história, fiquei um pouco frustrado, pois, não sou afeito a guardar detalhes da minha trajetória, como fotos, documentos, e até mesmo memória. Sinto muito, pois gostaria de compartilhar com vocês muito mais da minha vida, pois acabei descobrindo nesse trabalho o quanto somos importantes, ou melhor, o quanto nossa história é importante. Parabéns a todos vocês vencedores.