quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Pedagogia das tecnologias

A Idéia do nosso curso, suponho, seja a de formar professores que sejam capazes de propor estratégias de melhoria da prática pedagógica utilizando “tecnologias de informação”, ( sempre falo quando me perguntam que curso estou fazendo digo: “Pedagogia das tecnologias”) , e a para isso a Web é essencial, principalmente na interação , conhecimento na construção do saber coletivo e na aprendizagem colaborativa.
Porém nos que estamos lá na escola da periferia, necessitamos refletir, primeiramente sobre o contexto que estamos inseridos , e abrirmos um debate de como a escola pode se apropriar das tecnologias hoje existentes, ( isso não é tarefa tão simples), pois é um debate que causa muitas dúvidas e resistências.
O certo é que transmitir conhecimentos e reproduzir conceitos, com certeza não mais o papel do professor, existe hoje uma proposta com novas linguagens, novas concepção de espaços de sala de aula, a busca o sujeito coletivo, e para isso a tecnologia é uma grande aliada.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

IMAGINAÇÃO.



Querida professora Bea: E um prazer ler um comentário teu, fico lisonjeado de pelo menos ter a atenção tua e da Iris, que são referências prá nós, pelas belas pérolas que lemos através dos textos escritos, como também quando temos a oportunidade de interagirmos nas aulas presenciais.
Quando refiro que as crianças são menos imaginativas com o advento das tecnologias, não quero negar a importância delas, muito antes pelo contrário, se não estaria negando tudo que até agora aprendemos no PEAD.
Mas faço parte ainda daqueles saudosistas que acha que a estratégia da contação de histórias em sala de aula, ( cada vez mais raro), é um exercício de imaginação para a criança, e não sou só eu que penso assim, em várias leituras pude deparar com opiniões ( não comparando pois eu estou aprendendo)semelhantes. Em seu trabalho, A magia de contar histórias,. Monica Otte e Anamaria kovács, referem:

“Somos confrontados todos os dias com um grave problema: a capacidade imaginativa: as histórias apresentadas na TV ou em vídeos são tão completas que não são necessários criar imagens os fantasias para entendê-las”. Monica Otte/anamaria kovács. E mais talvez o maior cientista de todos os tempos também assim pensava:

“A imaginação é mais importante que o conhecimento” Albert Einstein. A grande escritora Maria Dinorath escreveu

“O livro é aquele brinquedo, por incrível que pareça que, entre um mistério e um segredo põe idéias na cabeça”. Maria Dinorath.

As tecnologias como ferramentas na educação, não se pode discutir, hoje são essenciais, mas será que não podemos alternar com uma boa contação de histórias de vez em quando, só prá não esquecer?

terça-feira, 20 de outubro de 2009

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Alfabetização e Empoderamento

Alfabetização e Empoderamento


O que se deve discutir é a alfabetização como um direito fundamental do cidadão, aperfeiçoando as capacidades, devendo haver aprendizagem ao longo da vida, para que ele possa alcançar outros direitos, para que haja o empoderamento, das classes, principalmente a dos pobres. Porém a educação de jovens e adultos oferecida, é um processo confuso, não recebem atenção política mínima, e a proposta de Paulo Freire, parece não muito bem “entendida” o analfabetismo no país permanece uma vergonha, mantendo milhões de jovens e adultos a margem social da leitura e da escrita.
Não adianta ficar discutindo terminologia ou método, se em sala de aula se pratica uma educação disforme, tradicional e principalmente não atrativa para a maioria das pessoas nesta fase da vida se dispõe a retornar ou a frequentar pela primeira vez uma sala de aula. Infelizmente nós professores, queremos que tudo aconteça na Escola, quando o grande desafio é justamente o trabalho com a comunidade, basta ver as ações dos educadores populares no nordeste, que dão aulas em baixo de árvores, com material reciclados encarnando a verdadeira proposta Freiriana de educação. Sei o quanto é importante a teoria, mas às vezes isso leva a burocracia, e de professores burocráticos infelizmente o céu está cheio.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

LIMITES?

Sob o título “POLÊMICA EM VIAMÃO” na edição do dia 22 de setembro de 2009, no jonal Zero Hora saiu à reportagem, sobre a punição do aluno que pichou a sala de aula. A professora fez com que ele retocasse a pintura, em outras oito salas de aula, tudo registrado em vídeo por outros colegas, onde a professora usa expressões como “bobo da corte” e ameaça colocar no YouTube, o que de fato acontece.
Parece-me que a sociedade a cada fato social aproveita para divulgar suas frustrações, por não saber resolver seus problemas adequadamente. Esse é realmente o papel da escola? Punir?
O que não pode haver é uma inversão de valores, não podemos admitir que a sociedade faça coro pela desgraça de um adolescente que fez, o que dezenas de outros fazem todos os dias em diversas escolas do país, escrever seu nome na parede da sala de aula.
O que se soube que um grupo de “mórmons” pintou a escola, onde estava a comunidade escolar? Participa da escola?
Falo isso, porque na escola em que trabalho (e podem ir conferir os que não acreditarem), E.E Vale Verde em Alvorada, não existem pichações, Por quê? A direção e professores criaram painéis nos corredores onde os alunos podem pichar a vontade, e aproveita-se disso, para divulgar as verdadeiras obras de arte que fazem os chamados “pichadores”, e a pintura da escola permanece intacta. Aproveito para dizer que a escola aos fins de semana é aberta para a comunidade, que usa todos os espaços, inclusive laboratório de informática, e, que não arranca se quer uma flor dos canteiros muito bem cuidados por ela mesma. Enquanto se discute “limites”, felizmente tem escolas que fazem “educação”.