As educação convenhamos, anda desencantado educadores e alunos, pois está violentamente burocratizada. Imaginemos nossa sala de aula: os alunos sentam-se enfileirados, obrigados a se comportarem todos da mesma forma, silenciosos e atentos aos ensinamentos, de um professor, que se julga “dono do conhecimento”, tratados como iguais, e a eles são repassados os mesmos conteúdos, na mesma velocidade e da mesma forma, seus conhecimentos prévios não são respeitados, muito menos, opiniões sobre o que se está aprendendo. O aluno tem que aprender, e em um tempo determinado, e dele são cobrado essa “aprendizagem” de forma burocratizada, muitas vezes em uma só prova.
Lembram daquela música? “Faço o que eu digo, mas não façam o que eu faço não”. Numa analise fria das nossas condutas, poderíamos ter surpresas não muito agradáveis. Na aula presencial de Didática e Planejamento, fomos pegos de surpresa com uma atividade simples: Vocês têm 15 (quinze minutos) para montarem uma escola em um outro planeta. Que tipo de professor gostariam de levar? Essa era uma das perguntas propostas. As respostas foram as mais variadas, “comprometidos”, “democrático” “capacitado”. Fiquei refletindo : Será que teria uma vaguinha para nós nessa nave? E doeu em mim.
Dói em mim quando, toca o sinal o professor fica inerte na sala dos professores, fazendo seus alunos esperarem, dói em mim quando o professor leva 15 minutos fazendo a chamada, dói em mim quando o professor, copia textos do livro didático, dói em mim quando o professor não prepara seus alunos para o enfrentamento do mundo, dói em mim quando o professor enche o quadro de lição e se perde em seus afazeres burocráticos,dói em mim quando o professor cria em sua sala de aula um cenário frio, calculista distante dos seus alunos, dói em mim quando o professor manda seus alunos mais cedo para casa, mas o que mais dói é quando nas discussões esses professores são os primeiros a arrotar teorias, como se fossem supra sumos da educação. A vida dos alunos não é uma possibilidade abstrata, e a nossa responsabilidade deve ir muito além da nossa teoria.
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
sexta-feira, 15 de maio de 2009
INFÂNCIA
Há! Como as brincadeiras mudaram, que saudade de jogar bolinha de gude, rodar pião, soltar pandorgas e, claro, bater bola na rua de pés descalços (que ficavam estropiados) com a gurizada, todas essas brincadeiras eram feitas por fases, e nelas todos os brinquedos tinham sua vez, o que eu mais gostava era dos carrinhos de rolimãs, quando descíamos as ruas esgrimes, e de vez em quando joelhos e cotovelos eram ralados, a gente nem ligava, levantava e lá ia outra vez. O patinéte como era gostoso com um pé em cima e o outro tocando no chão, ou a ciência de fazer uma pandorga que levantasse vôo, toda enfeitada com papel de cera, taquara verde para não quebrar, rabo de pano para equilibrar, e quando ia à “Bahia”, perdida estava, mas a gente não ligava, e logo outra já estava no ar. Hoje quando vejo as crianças na frente do computador, playstation, sinto um pouco de frustração, mas não sem razão, pois sei quanto a tecnologia é importante, mas penso que tenho direito de pensar que a infância era mais feliz
quarta-feira, 6 de maio de 2009
COMO TRABALHAR AS QUESTÕES ÉTNICOS/RACIAIS?
Na verdade confesso que preciso ainda aprender e entender a proposta pedagógica de trabalhar com a questão étnica racial, observar, levantar dúvidas, e principalmente saber como posso criar um ambiente em sala de aula favorável para a discussão, ou seja, como conscientizar sem estigmatizar? O processo vai, além disso, pois os problemas são complexos, precisamos de uma visão maior do problema étnico/racial, sempre trabalhamos esta questão esporadicamente, essa é a verdade. Os livros didáticos não abordam adequadamente o tema, se abordam são distorcidos e tendenciosos, que só desqualificam as culturas, acentuam o racismo e o preconceito.
Mas, isso é tarefa de todos os professores, que devem colocar em seus planejamentos as questões étnicas, permitindo resgatar, a verdade, superar preconceitos arraigados pela história, virando essa página. Isso deve ser amplamente discutido e trabalhado, formando novos conceitos, reformulando condutas na comunidade escolar, só assim estaremos verdadeiramente trabalhando questões étnicas raciais.
Mas, isso é tarefa de todos os professores, que devem colocar em seus planejamentos as questões étnicas, permitindo resgatar, a verdade, superar preconceitos arraigados pela história, virando essa página. Isso deve ser amplamente discutido e trabalhado, formando novos conceitos, reformulando condutas na comunidade escolar, só assim estaremos verdadeiramente trabalhando questões étnicas raciais.
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Nós praticamos a inclusão:
Quando nossa escola foi criada, surgiram mães da vizinhança interessadas em matricular seus filhos portadores de necessidades especiais.
Como a escola estava começando, houve uma discussão de como poderíamos proporcionar acesso destes alunos às classes comuns.
Em razão de termos somente classes comuns teríamos que oferecer aos professores suporte especializado, pois as crianças teriam que aprender junta uma com as outras. A aplicabilidade de toda a parte pedagógica deveria ser repensada, os objetivos, recursos deveriam ser diferenciados.
Teríamos que convencer os professores, a rever seus planejamentos, pois eles teriam que ser criativos, e que de fato atendesse as crianças portadoras de deficiência.
Contratamos uma profissional para fazer a interface com os professores e dar suporte através de atendimento integral ao professor de classe comum, pois não se poderia começar um trabalho sem sabermos quais as reais necessidades destas crianças. Isso foi feito. Hoje atendemos crianças portadoras de necessidades especiais em nossas classes comuns, e esse processo educacional de inclusão, tornou-se tão importante dentro da nossa escola, que pretendemos amplia-lo, visando estende-lo a outras crianças portadoras de necessidades especiais. O processo de inclusão por ser um processo contínuo, precisa sempre ser avaliado, e se necessário pode se muda-lo, para que dê os resultados esperados.
Quando nossa escola foi criada, surgiram mães da vizinhança interessadas em matricular seus filhos portadores de necessidades especiais.
Como a escola estava começando, houve uma discussão de como poderíamos proporcionar acesso destes alunos às classes comuns.
Em razão de termos somente classes comuns teríamos que oferecer aos professores suporte especializado, pois as crianças teriam que aprender junta uma com as outras. A aplicabilidade de toda a parte pedagógica deveria ser repensada, os objetivos, recursos deveriam ser diferenciados.
Teríamos que convencer os professores, a rever seus planejamentos, pois eles teriam que ser criativos, e que de fato atendesse as crianças portadoras de deficiência.
Contratamos uma profissional para fazer a interface com os professores e dar suporte através de atendimento integral ao professor de classe comum, pois não se poderia começar um trabalho sem sabermos quais as reais necessidades destas crianças. Isso foi feito. Hoje atendemos crianças portadoras de necessidades especiais em nossas classes comuns, e esse processo educacional de inclusão, tornou-se tão importante dentro da nossa escola, que pretendemos amplia-lo, visando estende-lo a outras crianças portadoras de necessidades especiais. O processo de inclusão por ser um processo contínuo, precisa sempre ser avaliado, e se necessário pode se muda-lo, para que dê os resultados esperados.
Como a escola estava começando, houve uma discussão de como poderíamos proporcionar acesso destes alunos às classes comuns.
Em razão de termos somente classes comuns teríamos que oferecer aos professores suporte especializado, pois as crianças teriam que aprender junta uma com as outras. A aplicabilidade de toda a parte pedagógica deveria ser repensada, os objetivos, recursos deveriam ser diferenciados.
Teríamos que convencer os professores, a rever seus planejamentos, pois eles teriam que ser criativos, e que de fato atendesse as crianças portadoras de deficiência.
Contratamos uma profissional para fazer a interface com os professores e dar suporte através de atendimento integral ao professor de classe comum, pois não se poderia começar um trabalho sem sabermos quais as reais necessidades destas crianças. Isso foi feito. Hoje atendemos crianças portadoras de necessidades especiais em nossas classes comuns, e esse processo educacional de inclusão, tornou-se tão importante dentro da nossa escola, que pretendemos amplia-lo, visando estende-lo a outras crianças portadoras de necessidades especiais. O processo de inclusão por ser um processo contínuo, precisa sempre ser avaliado, e se necessário pode se muda-lo, para que dê os resultados esperados.
Quando nossa escola foi criada, surgiram mães da vizinhança interessadas em matricular seus filhos portadores de necessidades especiais.
Como a escola estava começando, houve uma discussão de como poderíamos proporcionar acesso destes alunos às classes comuns.
Em razão de termos somente classes comuns teríamos que oferecer aos professores suporte especializado, pois as crianças teriam que aprender junta uma com as outras. A aplicabilidade de toda a parte pedagógica deveria ser repensada, os objetivos, recursos deveriam ser diferenciados.
Teríamos que convencer os professores, a rever seus planejamentos, pois eles teriam que ser criativos, e que de fato atendesse as crianças portadoras de deficiência.
Contratamos uma profissional para fazer a interface com os professores e dar suporte através de atendimento integral ao professor de classe comum, pois não se poderia começar um trabalho sem sabermos quais as reais necessidades destas crianças. Isso foi feito. Hoje atendemos crianças portadoras de necessidades especiais em nossas classes comuns, e esse processo educacional de inclusão, tornou-se tão importante dentro da nossa escola, que pretendemos amplia-lo, visando estende-lo a outras crianças portadoras de necessidades especiais. O processo de inclusão por ser um processo contínuo, precisa sempre ser avaliado, e se necessário pode se muda-lo, para que dê os resultados esperados.
segunda-feira, 6 de abril de 2009
QUALIFICAÇÃO NO ENSINO
No editorial de Zero Hora do dia 05 de abril, foi publicado um artigo sob o título “Qualificação no Ensino”. O texto trata da avaliação por desempenho dos professores, questão essa aprovada pelo Conselho Nacional de Educação. O artigo trata a questão como um avanço. Na verdade existem aspectos a serem discutidos. Como se dará essa avaliação? Quais os aspectos que serão levados em consideração? Serão considerados aspectos da escola, condições de trabalho? Claro que sabemos que muitos colegas se escondem atrás da tão surrada falta de condições, baixos salários para uma educação desqualificada. Não concordo com a firmação de que muitos colegas vão ser professores por não ter capacidade de ingressar em cursos mais exigentes, ora, isso não acontece só com professores ocorre em todas as profissões, onde existem maus e bons profissionais.
Antes de se falar em avaliação devemos primeiro tratar da qualificação dos professores, isto sim é questão fundamental, resolvermos questões significativas, como falta de professores, violência, insegurança. No sistema educacional o professor pode ser peça-chave como o texto refere, mas a avaliação como colocada, parece que a sociedade quer encontrar um culpado para a falência da educação, o professor, quando se sabe que na verdade não é só o professor que precisa de avaliação, e sim, todo o processo educacional, inclusive as pessoas que tem as responsabilidades diretivas, pois cada um que entra, se acha no direito de fazer suas experiências, E isso só acontece na educação, que parece um quadro verde, apaga-se tudo e recomeça-se do zero, quando um “iluminado” acha que redescobriu a roda.
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