sexta-feira, 15 de maio de 2009

INFÂNCIA

Há! Como as brincadeiras mudaram, que saudade de jogar bolinha de gude, rodar pião, soltar pandorgas e, claro, bater bola na rua de pés descalços (que ficavam estropiados) com a gurizada, todas essas brincadeiras eram feitas por fases, e nelas todos os brinquedos tinham sua vez, o que eu mais gostava era dos carrinhos de rolimãs, quando descíamos as ruas esgrimes, e de vez em quando joelhos e cotovelos eram ralados, a gente nem ligava, levantava e lá ia outra vez. O patinéte como era gostoso com um pé em cima e o outro tocando no chão, ou a ciência de fazer uma pandorga que levantasse vôo, toda enfeitada com papel de cera, taquara verde para não quebrar, rabo de pano para equilibrar, e quando ia à “Bahia”, perdida estava, mas a gente não ligava, e logo outra já estava no ar. Hoje quando vejo as crianças na frente do computador, playstation, sinto um pouco de frustração, mas não sem razão, pois sei quanto a tecnologia é importante, mas penso que tenho direito de pensar que a infância era mais feliz

quarta-feira, 6 de maio de 2009

COMO TRABALHAR AS QUESTÕES ÉTNICOS/RACIAIS?

Na verdade confesso que preciso ainda aprender e entender a proposta pedagógica de trabalhar com a questão étnica racial, observar, levantar dúvidas, e principalmente saber como posso criar um ambiente em sala de aula favorável para a discussão, ou seja, como conscientizar sem estigmatizar? O processo vai, além disso, pois os problemas são complexos, precisamos de uma visão maior do problema étnico/racial, sempre trabalhamos esta questão esporadicamente, essa é a verdade. Os livros didáticos não abordam adequadamente o tema, se abordam são distorcidos e tendenciosos, que só desqualificam as culturas, acentuam o racismo e o preconceito.
Mas, isso é tarefa de todos os professores, que devem colocar em seus planejamentos as questões étnicas, permitindo resgatar, a verdade, superar preconceitos arraigados pela história, virando essa página. Isso deve ser amplamente discutido e trabalhado, formando novos conceitos, reformulando condutas na comunidade escolar, só assim estaremos verdadeiramente trabalhando questões étnicas raciais.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Nós praticamos a inclusão:

Quando nossa escola foi criada, surgiram mães da vizinhança interessadas em matricular seus filhos portadores de necessidades especiais.
Como a escola estava começando, houve uma discussão de como poderíamos proporcionar acesso destes alunos às classes comuns.
Em razão de termos somente classes comuns teríamos que oferecer aos professores suporte especializado, pois as crianças teriam que aprender junta uma com as outras. A aplicabilidade de toda a parte pedagógica deveria ser repensada, os objetivos, recursos deveriam ser diferenciados.
Teríamos que convencer os professores, a rever seus planejamentos, pois eles teriam que ser criativos, e que de fato atendesse as crianças portadoras de deficiência.
Contratamos uma profissional para fazer a interface com os professores e dar suporte através de atendimento integral ao professor de classe comum, pois não se poderia começar um trabalho sem sabermos quais as reais necessidades destas crianças. Isso foi feito. Hoje atendemos crianças portadoras de necessidades especiais em nossas classes comuns, e esse processo educacional de inclusão, tornou-se tão importante dentro da nossa escola, que pretendemos amplia-lo, visando estende-lo a outras crianças portadoras de necessidades especiais. O processo de inclusão por ser um processo contínuo, precisa sempre ser avaliado, e se necessário pode se muda-lo, para que dê os resultados esperados.
Quando nossa escola foi criada, surgiram mães da vizinhança interessadas em matricular seus filhos portadores de necessidades especiais.
Como a escola estava começando, houve uma discussão de como poderíamos proporcionar acesso destes alunos às classes comuns.
Em razão de termos somente classes comuns teríamos que oferecer aos professores suporte especializado, pois as crianças teriam que aprender junta uma com as outras. A aplicabilidade de toda a parte pedagógica deveria ser repensada, os objetivos, recursos deveriam ser diferenciados.
Teríamos que convencer os professores, a rever seus planejamentos, pois eles teriam que ser criativos, e que de fato atendesse as crianças portadoras de deficiência.
Contratamos uma profissional para fazer a interface com os professores e dar suporte através de atendimento integral ao professor de classe comum, pois não se poderia começar um trabalho sem sabermos quais as reais necessidades destas crianças. Isso foi feito. Hoje atendemos crianças portadoras de necessidades especiais em nossas classes comuns, e esse processo educacional de inclusão, tornou-se tão importante dentro da nossa escola, que pretendemos amplia-lo, visando estende-lo a outras crianças portadoras de necessidades especiais. O processo de inclusão por ser um processo contínuo, precisa sempre ser avaliado, e se necessário pode se muda-lo, para que dê os resultados esperados.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

QUALIFICAÇÃO NO ENSINO


No editorial de Zero Hora do dia 05 de abril, foi publicado um artigo sob o título “Qualificação no Ensino”. O texto trata da avaliação por desempenho dos professores, questão essa aprovada pelo Conselho Nacional de Educação. O artigo trata a questão como um avanço. Na verdade existem aspectos a serem discutidos. Como se dará essa avaliação? Quais os aspectos que serão levados em consideração? Serão considerados aspectos da escola, condições de trabalho? Claro que sabemos que muitos colegas se escondem atrás da tão surrada falta de condições, baixos salários para uma educação desqualificada. Não concordo com a firmação de que muitos colegas vão ser professores por não ter capacidade de ingressar em cursos mais exigentes, ora, isso não acontece só com professores ocorre em todas as profissões, onde existem maus e bons profissionais.
Antes de se falar em avaliação devemos primeiro tratar da qualificação dos professores, isto sim é questão fundamental, resolvermos questões significativas, como falta de professores, violência, insegurança. No sistema educacional o professor pode ser peça-chave como o texto refere, mas a avaliação como colocada, parece que a sociedade quer encontrar um culpado para a falência da educação, o professor, quando se sabe que na verdade não é só o professor que precisa de avaliação, e sim, todo o processo educacional, inclusive as pessoas que tem as responsabilidades diretivas, pois cada um que entra, se acha no direito de fazer suas experiências, E isso só acontece na educação, que parece um quadro verde, apaga-se tudo e recomeça-se do zero, quando um “iluminado” acha que redescobriu a roda.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Violência nas escolas

A discussão não é nova. A novidade é esta violência física contra o professor. Nesta semana teve grande repercussão na imprensa o caso da professora agredida pela aluna (não era sua aluna). Na verdade sempre convivi com essa realidade, eu que trabalho em escolas da periferia, diversas vezes colegas tiveram seus carros riscados, seus pneus furados. Acho que chegou à hora de fazermos um debate amplo sobre o problema, a sociedade não pode mais fechar os olhos para essa realidade, devemos nos organizar e nos insurgirmos contra esse fenômeno. Quem fica no meio dessa discussão? As famílias estão se destituindo das funções educativas cada vez mais, delegando-as as escolas, e parece que a escola pelas discussões quer também se eximir da principal responsabilidade de educar. O que não se pode é continuar com esse jogo de empurra, enquanto ficarmos nessa discussão procurando culpados, estaremos perdendo o controle da situação, pois ambos tem culpa. Não podemos esquecer que as crianças reagem conforme os estímulos do meio em que vivem, e, se esses estímulos têm que ser de referência positiva.
A sociedade deve se insurgir contra esse fenômeno, da mesma forma a escola terá que propor conteúdos programáticos adequados, chamar as famílias para que participem efetivamente da escola, pois essa função é conjunta, se continuarmos separando as duas instituições escola família, fatalmente estaremos fadados ao fracasso, como educadores e como pais.