Em Zero Hora http://www.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jspx?uf=1&action=flip na edição do dia 02/02/2010 página 15, nos editoriais, o Jornalista José Hildebrando Dacanal, escreveu um artigo que trás a tona uma discussão que a princípio parece ultrapassada pelo tema tantas vezes debatido. Cita um artigo que chama de “artiguete” não cita autor, no qual é escrito que: Os alunos são ensinantes, isto é, os professores aprendem com eles”., Em sua afirmação principal ele diz: “ Os alunos nunca me ensinaram nada”. “E sempre aprendi algo com meus professores, com todos eles”.
Evidencia que o “ professor sabe tudo” por descuido na sua modéstia disse que aprendeu com os professores, faltou ele escrever que aprendeu “ sozinho” e que todos os seus alunos são um bando de imbecis que vão para sala de aula receber seus “ ensinamentos”, por que, professor sabe, aluno aprende. Aluno não tem histórias de vida, não vivencia experiência, não vive em comunidade, não vive em família, ou seja “ aluno não sabe nada, e portanto não tem nada para ensinar”.
Só estou dando atenção a esse artigo, pois não entendo como se pode ainda dar espaço a esse tipo de discurso, rançoso, velho e tradicional
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Pedagogia das tecnologias
A Idéia do nosso curso, suponho, seja a de formar professores que sejam capazes de propor estratégias de melhoria da prática pedagógica utilizando “tecnologias de informação”, ( sempre falo quando me perguntam que curso estou fazendo digo: “Pedagogia das tecnologias”) , e a para isso a Web é essencial, principalmente na interação , conhecimento na construção do saber coletivo e na aprendizagem colaborativa.
Porém nos que estamos lá na escola da periferia, necessitamos refletir, primeiramente sobre o contexto que estamos inseridos , e abrirmos um debate de como a escola pode se apropriar das tecnologias hoje existentes, ( isso não é tarefa tão simples), pois é um debate que causa muitas dúvidas e resistências.
O certo é que transmitir conhecimentos e reproduzir conceitos, com certeza não mais o papel do professor, existe hoje uma proposta com novas linguagens, novas concepção de espaços de sala de aula, a busca o sujeito coletivo, e para isso a tecnologia é uma grande aliada.
Porém nos que estamos lá na escola da periferia, necessitamos refletir, primeiramente sobre o contexto que estamos inseridos , e abrirmos um debate de como a escola pode se apropriar das tecnologias hoje existentes, ( isso não é tarefa tão simples), pois é um debate que causa muitas dúvidas e resistências.
O certo é que transmitir conhecimentos e reproduzir conceitos, com certeza não mais o papel do professor, existe hoje uma proposta com novas linguagens, novas concepção de espaços de sala de aula, a busca o sujeito coletivo, e para isso a tecnologia é uma grande aliada.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
IMAGINAÇÃO.
Querida professora Bea: E um prazer ler um comentário teu, fico lisonjeado de pelo menos ter a atenção tua e da Iris, que são referências prá nós, pelas belas pérolas que lemos através dos textos escritos, como também quando temos a oportunidade de interagirmos nas aulas presenciais.
Quando refiro que as crianças são menos imaginativas com o advento das tecnologias, não quero negar a importância delas, muito antes pelo contrário, se não estaria negando tudo que até agora aprendemos no PEAD.
Mas faço parte ainda daqueles saudosistas que acha que a estratégia da contação de histórias em sala de aula, ( cada vez mais raro), é um exercício de imaginação para a criança, e não sou só eu que penso assim, em várias leituras pude deparar com opiniões ( não comparando pois eu estou aprendendo)semelhantes. Em seu trabalho, A magia de contar histórias,. Monica Otte e Anamaria kovács, referem:
“Somos confrontados todos os dias com um grave problema: a capacidade imaginativa: as histórias apresentadas na TV ou em vídeos são tão completas que não são necessários criar imagens os fantasias para entendê-las”. Monica Otte/anamaria kovács. E mais talvez o maior cientista de todos os tempos também assim pensava:
“A imaginação é mais importante que o conhecimento” Albert Einstein. A grande escritora Maria Dinorath escreveu
“O livro é aquele brinquedo, por incrível que pareça que, entre um mistério e um segredo põe idéias na cabeça”. Maria Dinorath.
As tecnologias como ferramentas na educação, não se pode discutir, hoje são essenciais, mas será que não podemos alternar com uma boa contação de histórias de vez em quando, só prá não esquecer?
terça-feira, 20 de outubro de 2009
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Alfabetização e Empoderamento
Alfabetização e Empoderamento
O que se deve discutir é a alfabetização como um direito fundamental do cidadão, aperfeiçoando as capacidades, devendo haver aprendizagem ao longo da vida, para que ele possa alcançar outros direitos, para que haja o empoderamento, das classes, principalmente a dos pobres. Porém a educação de jovens e adultos oferecida, é um processo confuso, não recebem atenção política mínima, e a proposta de Paulo Freire, parece não muito bem “entendida” o analfabetismo no país permanece uma vergonha, mantendo milhões de jovens e adultos a margem social da leitura e da escrita.
Não adianta ficar discutindo terminologia ou método, se em sala de aula se pratica uma educação disforme, tradicional e principalmente não atrativa para a maioria das pessoas nesta fase da vida se dispõe a retornar ou a frequentar pela primeira vez uma sala de aula. Infelizmente nós professores, queremos que tudo aconteça na Escola, quando o grande desafio é justamente o trabalho com a comunidade, basta ver as ações dos educadores populares no nordeste, que dão aulas em baixo de árvores, com material reciclados encarnando a verdadeira proposta Freiriana de educação. Sei o quanto é importante a teoria, mas às vezes isso leva a burocracia, e de professores burocráticos infelizmente o céu está cheio.
O que se deve discutir é a alfabetização como um direito fundamental do cidadão, aperfeiçoando as capacidades, devendo haver aprendizagem ao longo da vida, para que ele possa alcançar outros direitos, para que haja o empoderamento, das classes, principalmente a dos pobres. Porém a educação de jovens e adultos oferecida, é um processo confuso, não recebem atenção política mínima, e a proposta de Paulo Freire, parece não muito bem “entendida” o analfabetismo no país permanece uma vergonha, mantendo milhões de jovens e adultos a margem social da leitura e da escrita.
Não adianta ficar discutindo terminologia ou método, se em sala de aula se pratica uma educação disforme, tradicional e principalmente não atrativa para a maioria das pessoas nesta fase da vida se dispõe a retornar ou a frequentar pela primeira vez uma sala de aula. Infelizmente nós professores, queremos que tudo aconteça na Escola, quando o grande desafio é justamente o trabalho com a comunidade, basta ver as ações dos educadores populares no nordeste, que dão aulas em baixo de árvores, com material reciclados encarnando a verdadeira proposta Freiriana de educação. Sei o quanto é importante a teoria, mas às vezes isso leva a burocracia, e de professores burocráticos infelizmente o céu está cheio.
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